30 de janeiro de 2012

O Pintor e o vinho

Já passaram quatro dias após o tal episodio. Zac não consegue dormi sem pensar em uma forma de ao menos descobrir o nome dela. A fumaça de seus cigarros espalha no ar, sua procura não teve êxito, seus quadros só possuem o semblante daquela diabólica mulher que arrancara de seu peito uma terrível vontade de reencontrá-la. Passado os dias, Zac teve uma cansativa conversa com o sindico, ele fez uma exposição de seus quadros banhados com o rosto e formas de doce louca musa.No dia da exposição Zac recebe uma caixa que havia uma garrafa de vinho e uma carta que dizia –_ Este vinho e para hoje à noite beijos meu pintor. _- naquela caixa não possuía apenas uma carta e um vinho, estava também abarrotada de esperança, mas Zac ainda não conseguia acreditar que seria ela que tivesse a enviado, em seu apartamento pendurou os mais belos quadros que ele fez em galanteria a ela.
Já e madrugada e ninguém aparece, Zac tem seu ataque de fúria e joga a caixa pela janela e rasga os quadros, em seus pensamentos acha que pelo menos assim ele vai esquece La. Os passam e Zac começa a tomar medicamentos para dormi seus quadros deixaram aquela imagem de lado e agora voltara a suas paisagens e ninfas perdidas, ate que uma visita inesperada acontece, uma garota estranha vem Le trazer noticias sobre a tal mulher.
A garota entra e observa tudo, como um engatilhar de uma arma Zac relembra do momento que a tal louca entrou em seu apartamento, a garota começa a falar, fala sobre o que tinha ocorrido há alguns dias atrás com ele e a mulher, disse que ela não o merecia, já que ela não o dava o devido valor a ele, Zac a interrompe dizendo que ela já estava por esquece de todo aquele fato antes da garota entrar e o fazer relembrar tudo aquilo, a garota olha para ele, abaixa a cabeça e antes de sair diz a ele que ela havia suicidado. A porta se fecha ele se senta no chão, pega uma de suas garrafas de vinho acende seu cigarro em quanto sua cabeça gira em um redemoinho de perguntas sem respostas, Zac acaba dormindo ali sentado no chão abalado com o suicídio.
Zac recebe uma ligação e o seu contato de exposições falando que ele deveria apresentar alguns de seus quadros na casa de Daniel Siqueira, um burguês que vivia na cidade.
Separou 17 de seus melhores quadros ate alguns que ainda tinha o semblante de sua paixão repentina. Ainda sim odiando aquela multidão esnobe ele vai de encontro a tal exibição, pois precisava de dinheiro.
Após vários copos gim Zac já não estava mais em plena consciência, a vontade de ir era eminente, mas de um feixe de luz que lhe revela uma pessoa. Aquela mulher de cabelos negros e compridos, vestido longo e preto, aquela pele que ele nunca esqueceu, se aproximou e confirmou suas duvidas, se tratava da mulher que havia destruído com uma transa semanas de trabalhos, ao sussurrar seu nome ela se vira, o ambiente se torna mais pesado, seus olhos enchem de lagrimas, mas a raiva as seguram em seus olhos, ele a enche de perguntas, e em sua cabeça rodeia milhares delas.
Uma lagrima corre no rosto de Alice ela só sabe dizer que tudo tinha ido longe de mais, que a vida dela era muito melhor antes dele aparecer. Zac da às costas acende seu cigarro e segue para casa, deixando para traz seus sentimentos e seus quadros.
No dia seguinte ao buscar seus quadros, o tal Daniel diz que uma mulher os rasgou todos, e que mesmo assim ele se responsabilizar, Zac recebe ate mais do que valeria as obras. Ao chegar em seu apartamento ele percebe que sua porta esta arrombada, entra sorrateiramente, em seu sofá estava aquela mulher louca que lhe proporcionou muita dor de cabeça, mulher de maquiagem borrada e de roupa desarrumada, com um olhar dissimulado ela disse a ele que só tinha feito aquilo o esquecer, já que ele possuía todos os pensamentos dela, Zac ainda revoltado encosta na sombra de seu apartamento e pede para que ela se retire, ela se levanta de cabeça baixa, mas ao invés de sair o abraça e o beija.
Ainda abatido por seus sentimentos Zac a abraça firme e corresponde, um toque suave, mas ao mesmo tempo firme corre o rosto de Zac, ele sentia um beijo diferente de todos aqueles que ele já tinha sentido, sua mão desceu pelo vestido ate sentir suas pernas firmes e sedosas, o desabotoou e escorreu sua boca ate seus seios, apenas um toque de sua língua o fez perceber o arrepiar do corpo de Alice, olhou nos olhos dela e sussurrou seu nome com um sorriso.
O sofrimento alimenta o amor, essa era a frase que corria em sua cabeça, em um único forte movimento ele a vira de encontro à parede, agarra sua cintura, para Alice o gozo era inevitável, pois a cada abalo de seu corpo, o fazia estremecer, ao fim seu corpo caia exausto no chão. Zac deita por cima dela, e força uma nova experiência para Alice, ela mordeu seus lábios, a dor e prazer andam de mãos dadas, ela rebolava pedindo mais e mais, apesar de seus gemidos que parecerem não suportar mais, o segundo gozo se estendeu, Zac se levanta a puxa de encontro a sua barriga e despeja seu suco amásio no rosto de Alice, ele se vira pega uma garrafa de vinho e pede que ela saia, um berro de raiva estendeu pela sala, Alice joga a TV de Zac no chão a transformando em milhares de pedaços, a tal mulher forte saia agora limpando o rosto ferido com lagrimas de revolta e humilhação. Zac deita em sua cama, sente um frio em seu peito, mesmo com a certeza de seu erro, ele sabe que foi certo a fazer, em fim tudo acabou.